A liderança competente
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A liderança competente

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Escrito por Engeman

O líder, muito além de ser um chefe, é alguém que consegue extrair de cada um dos seus subordinados o que eles têm de melhor e, descobrindo isso, alinha o funcionário às funções, permitindo que ele viva na plenitude as suas competências.

Porém, é cada vez mais comum encontrar lideranças ruins, que causam angústia, inércia, confusão, frustração e falta de iniciativa para suas equipes. E isso é ruim para a implantação da metodologia TPM, bem como para qualquer outro projeto, na rotina da empresa.

É comum ver empresas onde o que impera é a política do medo. Medo da demissão, medo de perder o espaço, enfim, medo. Mas é fato que a conduta de uma equipe ou indivíduo será mais eficaz se a motivação for positiva e não negativa. Que seja pautada na alegria daquele que percebe que faz o que tem talento para fazer e é reconhecido por isso.

O líder de uma equipe que só se preocupa com o resultado e esquece que trabalha com pessoas, causa uma série de problemas. Se eu como líder, delego algo do meu projeto a uma pessoa que julgo motivada, competente e munida de recursos, mas falho em observar que essa mesma pessoa não compartilha da minha visão do projeto ou não entende a proposta, estou correndo sérios riscos de não atingir os resultados desejados, pois quem não absorve a importância de uma tarefa, não se empenha na execução.

Em casos em que o líder falha em observar se quem está executando a tarefa tem as competências realmente necessárias para aquilo que irá fazer, a consequência pode ser um sentimento de angústia, desolação que mesmo o membro que entende bem os objetivos do projeto, que é motivado, munido de recursos e organizado, não conseguirá administrar, pois estará incomodado demais por não ter conhecimento total de causa ou por não gostar da tarefa que lhe foi atribuída.

Uma equipe sem motivação causa inércia, uma equipe sem recursos causa frustração, uma equipe sem planejamento causa falta de iniciativa. Uma liderança que não se preocupa com o fator humano da equipe, que se interessa apenas pelo fim, pelo resultado a ser alcançado deixa claríssima a “causa-mortis” de seus projetos.

Alegria e motivação em trabalhar não aparecem sozinhas ou somente em função de um bom salário recebido. Há quem receba gordos salários e ainda assim fazem um trabalho morno, pífio. O papel do líder (e podemos observar isso com os grandes nomes) vai além da simples preocupação com a eficiência produtiva, com as metas e resultados, é permitir que o outro sorria antes de qualquer coisa, pois, se você sorri, se está satisfeito com o que faz e se sente competente naquilo, os bons frutos serão colhidos naturalmente.

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