Manutenção em Supermercados
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Manutenção em Supermercados

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Escrito por Engeman

​No passado, muitas empresas lembravam da manutenção somente quando acontecia um problema e era necessária uma intervenção de manutenção. Hoje em dia este cenário tem mudado, pois diversos setores já se deram conta de que a manutenção é essencial para a empresa. Além de ser vista como um pilar estratégico para as empresas, a manutenção pode ser vista como lucrativa.

Nos supermercados não é diferente, a manutenção planejada vem sendo cada vez mais incorporada ao dia a dia deste tipo de empresa.

Veja alguns problemas comuns em supermercados onde não há um controle de manutenção eficiente:

• Consumo excessivo de energia: equipamentos mal regulados ou pouco eficientes, circuitos sobrecarregados e fugas de energia são comuns.

• Redução da vida útil dos equipamentos: o excesso de quebras de componentes geralmente acaba danificando o conjunto por inteiro e por não haver manutenção adequada, as quebras se repetem até que o equipamento tenha que ser substituído. 

• Perda de produtos: frios e produtos alimentícios são frágeis e podem vir a estragar ou serem danificados de alguma forma, o que os torna impróprios para o consumo e consequentemente indisponíveis para a venda. Algumas ocorrências comuns são: falhas nos sistemas de refrigeração, vazamentos de líquidos e gases, incêndios, etc.

• Danos ao meio ambiente: muitos equipamentos de refrigeração utilizam gases que agridem a camada de ozônio e ao meio ambiente em geral. Estes sistemas são projetados para serem herméticos, de modo que o gás refrigerante apenas circule, sem consumo. O consumo acontece justamente por falta de manutenção adequada.

• Danos à imagem da empresa: o mau estado de conservação e a indisponibilidade dos equipamentos normalmente não agradam o cliente, interno e externo.

Estes problemas poderiam ser reduzidos caso o supermercado adotasse um programa de manutenções preventivas. 

Rotas de manutenção e de coletas de dados são essenciais para um bom controle de manutenção. Durante o planejamento devem ser levados em conta os materiais e ferramentas a serem utilizados, mão de obra disponível, se há necessidade de parada do equipamento, melhor horário para a manutenção, etc.

Através das coletas de dados e históricos de manutenção, informações importantes podem ser obtidas, como por exemplo:

• Consumo de energia: o equipamento consome mais do que o fabricante informa? Consome mais do que os outros equipamentos similares?

• Consumo de gás refrigerante: houve consumo de gás? Qual foi o custo? Qual equipamento consumiu?

• Temperatura: a temperatura coletada confere com a esperada? Se não confere, o desvio apresentado é capaz de causar algum dano ao equipamento ou aos alimentos nele contidos?

• Horas trabalhadas: devo executar a manutenção de acordo com o número de horas trabalhadas ou baseando-se na data da última manutenção? Pode variar de acordo com o tipo de equipamento?

• Quantidade de ocorrências: quantas ocorrências o equipamento teve em determinado período? Há um padrão de repetições? 

Informações e ações pontuais são a chave para a redução das manutenções corretivas que consequentemente reduzirão os custos de manutenção, além de aumentar a durabilidade e disponibilidade dos equipamentos.

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1 comentário

  • Ótimo Artigo,
    Sou coordenadora de manutenção e essa base tem tudo a ver com o checklist do dia a dia, mas como gestora, espero um artigo mais rico na próxima postagem.

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