Problema com a Ausência de CMMS
Gestão Software de Manutenção

Problema com a Ausência de CMMS

Engeman
Escrito por Engeman

No Brasil, ainda existe um grande percentual de empresas que não possui software de manutenção. Algumas ainda vivem na “Idade Média” e não se atinaram para a importância do gerenciamento estratégico da manutenção. Outras ainda insistem em gerenciar seus processos por fórmulas ultrapassadas como planilhas, programas caseiros e até mesmo formulários manuais e ainda assim almejam resultados.

Alguns profissionais até podem dizer que sempre trabalharam sem a presença de um software de manutenção e o mundo não acabou por conta disso. Porém, devem admitir que ou padeceram com ausência de informação, trabalho intuitivo e estagnação profissional ou trabalharam em ambientes pouco complexos e com baixa demanda de manutenção.

Quem tem de se virar com a ausência de um software de manutenção, certamente conhece muito bem a rotina pandemoníaca de perder horas ou dias a fio cruzando informações manuais para a confecção de relatórios que certamente seriam extraídos instantaneamente em umCMMS – software de manutenção. Dados simples como: recorrência de falha, disponibilidade e confiabilidade de um equipamento se tornam um martírio interminável.Tarefas elementares viram um árduo, enfadonho e desnecessário quebra cabeças. O mais dramático é que no fim das contas, o trabalho praticamente braçal ainda não é tão confiável, devido à questionável integridade dos dados e precariedade das informações.

Do ponto de vista profissional, a ausência de um CMMS na gestão moderna da manutenção representa uma castração às habilidades de um profissional qualificado. Hoje, um software é um instrumento tão indispensável a um manutentor quanto uma caixa de ferramentas para um mecânico. Profissionais capacitados são limitados a digitadores e seu tempo é todo tomado em atividades sem nenhum retorno produtivo.  O papel de provedor de soluções é substituído por trabalho quase braçal. O resultado são profissionais com baixa disponibilidade produtiva e ainda recebendo bons salários como digitadores. Provavelmente, em muitos casos, o fator motivacional tende a pesar ao longo do tempo, fazendo com que bons profissionais busquem recolocação profissional devido à ausência de estrutura necessária para desenvolver um trabalho de alto nível.

Perder tanto tempo com modelos ultrapassados de gestão é inconcebível no mercado atual, no qual a sobrevivência de uma empresa exige o máximo de eficiência, dinamismo e modernidade. Limitar o raio de ação da manutenção provoca, no melhor das hipóteses, a estagnação de várias áreas produtivas. O próprio setor de manutenção fica impossibilitado de desenvolver novos programas e métodos, a produção mantém seus problemas crônicos de disponibilidade e confiabilidade das máquinas e os danos de imagem decorrentes de problemas de qualidade e pontualidade nas entregas são recorrentes. As perdas com o desperdício de matéria prima, estocagem sem critério e utilização indiscriminada de sobressalentes persistem e a deficiência de informação continua impossibilitando medidas pró-ativas. O trabalho se limitada apenas à correção de problemas e fica impossível a prática de engenharia de manutenção.

Sem dúvida, a implementação de um CMMS é uma questão de alta prioridade para a gestão empresarial moderna. Assim como os ERP’s – softwares de gestão integrados, um software de manutenção traz competitividade e agilidade nas tomadas de decisões, permitindo um trabalho de alto nível e ampliando os horizontes de possibilidades tangentes à gestão estratégica. Além do mais, evita o retrocesso gerencial e a estagnação profissional.

O desconhecimento de caso e as falsas ilusões de economia ainda afastam muitas empresas da idéia do CMMS. Os benefícios do gerenciamento de manutenção ainda é uma idéia em processo de disseminação entre os empresários. Apesar de significativa evolução nos últimos anos, muitos gestores ainda só enxergam o custo despendido de investimento e não as imensuráveis perdas provenientes da ingerência crônica da manutenção.

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