Big Data e Indústria 4.0: qual importância na gestão de manutenção?

As discussões acerca da transformação digital são cada vez mais recorrentes no mundo empresarial. Um bom exemplo disso é a relação entre Big Data e a Indústria 4.0. Leia este artigo e saiba tudo sobre o tema!

As discussões acerca da transformação digital são cada vez mais recorrentes no mundo empresarial. Estamos falando de uma verdadeira revolução, já que não se trata apenas da entrada de novas tecnologias, mas de conceitos inovadores e mudanças de mindset. Um bom exemplo disso é a relação entre Big Data e a Indústria 4.0.

De um lado, temos uma tecnologia em rápida ascensão, com benefícios para os mais variados nichos do mercado. De outro, o conceito de fábrica do futuro que se tornou um objetivo comum no setor industrial.

Para tirar todas as suas dúvidas, continue a leitura deste post. Explicaremos aqui esses conceitos, mostrando a importância de ambos e algumas tendências para a gestão de manutenção.

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O que é o Big Data?

O conceito de Big Data foi, inicialmente, concebido para descrever volumes gigantescos de dados coletados e armazenados para análise e aplicação, é importante destacar que desde 1980 diariamente mais de 2,5 exabytes são criados, tendo uma crescente gigantesca durante os anos, estima-se que esse número dobre a cada 3 anos. Entretanto, essa é uma definição um tanto abstrata. Hoje, o termo costuma ser descrito por meio da relação entre volume, variedade, Variabilidade velocidade e Vinculo.

O volume pode ser de Terabytes ou mesmo petabytes de dados — ou seja, muito além do que os bancos de dados tradicionais estão preparados para processar. A variedade faz referência às diferentes origens e formatos dos arquivos, já que eles são levantados de diversas fontes. Já a variabilidade refere-se a variedade e aumento de produção de dados diariamente, um bom exemplo, são as redes sociais

 A velocidade é parte fundamental do uso de Big Data. Isso significa atualizar diariamente o sistema e, em muitos casos, coletar e processar dados em tempo real. Com essa quantidade de dados que precisam ser processados em grande velocidade é comum  que a gestão e conexão desses dados sejam difíceis. É preciso criar vínculos e correlações para que esses dados realmente façam sentido para a gestão.

Em outras palavras, os dados se tornam a base das tomadas de decisão, tornando-as mais precisas e eficientes. Ou seja, o Big Data são todas as informações que uma empresa, por exemplo, armazena na rede mundial de computadores, um bom exemplo para deixar claro esse tema é o youtube. Diariamente centenas de dados são armazenados nos bancos de dados do youtube na internet.

Para a indústria, os 5Vs vem revolucionando muitos setores, pois com o  aumento da produção de dados, a variedade de origens desses dados e a velocidade que tudo isso tem que ser processado, faz com que alguns procedimentos, antes utilizados, não sejam mais eficazes, como por exemplo o uso de planilhas, tornando necessário a atualização e sistematização de vários campos da indústria.

O que é Indústria 4.0?

O termo Indústria 4.0 faz alusão à quarta revolução industrial. Nas outras três situações, a sociedade acompanhou o surgimento das primeiras linhas de produção e das máquinas a vapor, depois, a eletricidade e os sistemas de informação, respectivamente.

Utilizado pela primeira vez em 2011, na Alemanha, o termo era parte de uma estratégia do governo para fomentar a informatização das fábricas — surgiu então o conceito de fábrica inteligente. Grosso modo, seu objetivo é otimizar os processos produtivos, tornando-os mais eficientes, autônomos, decentralizados e customizáveis.

No entanto, para transformar esse projeto em realidade, o uso de dados representa uma etapa fundamental do processo. Eles precisam ser integrados à dinâmica da fábrica, permitindo que os gestores — e os softwares — monitorem e controlem cada máquina em tempo real.

Outros conceitos como Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem e realidade virtual (VR) complementam essa infraestrutura tecnológica. 

Essa aproximação entre os mundos físico, digital e biológico ocorre sobre um alicerce tecnológico robusto. Podemos citar, ainda, a título de exemplo, a Manufatura Aditiva, a Inteligência Artificial (IA), a Biologia Sintética e os Sistemas Ciber-Físicos (CPS).

Fato é que organizações que ainda não utilizam de todos os recursos que a indústria 4.0 traz ficam para trás na competição e qualidade de seus serviços. Segundo o SENAI uso das tecnologias digitais na indústria permitiram aumentar em 22%, em média, a capacidade produtiva de micro, pequenas e médias empresas dos segmentos de alimentos e bebidas, metalmecânica, moveleiro, vestuário e calçados. ”. Esse dado é muito significativo e relevante para quem quer garantir a alta performance de seus produtos e serviços.

Outro agente importante para a indústria é a chegada da indústria 5.0 que promete otimizar e qualificar ainda mais os recursos humanos  e a internet 5g aumentará a velocidade dos dados. Portanto, se você ainda não atualizou a sua empresa, essa é a última chamada para otimizar esses recursos.

Quais os impactos do Big Data e Indústria 4.0 no mecado

Os rápidos avanços tecnológicos causaram modificações profundas na forma de pensar as linhas de produção. 

O principal meio de alcançar esses objetivos é estabelecendo um mecanismo de coleta, processamento e aplicação dos dados de forma eficiente e que acompanhe a velocidade em que atualmente os dados são produzidos.

Hoje, é possível descobrir novas informações e identificar padrões que permitam melhorar cada processo da indústria — o que inclui aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos e mapear variáveis que afetam a produção, por exemplo, e tornar a tomada de decisão cada vez mais assertiva.

Portanto, até mesmo o setor público já abriu os olhos para as oportunidades geradas por essas tecnologias. Câmeras de vigilância inteligentes, coletas de lixo automatizadas e semáforos automatizados são alguns exemplos já vistos ao redor do mundo.

Atualmente, estabelecer o padrão de Indústria 4.0 como objetivo estratégico e começar a inovar é uma questão de sobrevivência no mercado. A atualização e sistematização de processos não é mais um diferencial e sim um fatos de permanência da competitividade da empresa.

Importânciado Big Data e Indústria 4.0 na gestão de manutenção

A manutenção deixou de ser um setor que simplesmente “apaga incêndios” e assumiu um papel mais estratégico nas empresas. Hoje, seu desempenho gera impactos significativos nos resultados de qualquer negócio.

Nesse sentido, o papel do Big Data é permitir a análise de dados históricos dos equipamentos e de cada processo. Assim é orientada uma análise preditiva que permite o ajuste dos cronogramas de manutenção, agindo antes que os problemas ocorram. Todo esse processo não depende mais de análises em várias planilhas, as informações são processadas até mesmo em tempo real para mais produtividade de cada colaborador e equipamento.

O índice de quebras tende a cair substancialmente, reduzindo os custos com as paradas e com ações corretivas — uma das grandes inimigas do setor. Os tempos de quebras e serviços se tornam menores, garantindo uma produção eficiente e contínua.

Um estudo da Honeywell-KRC mostra, por exemplo, que a análise de Big Data pode reduzir as falhas em até 26% e o tempo de inatividade em quase um quarto. São indicadores importantes, pois mostram a capacidade de retorno — tanto produtivo, quanto financeiro — da adoção dessa tecnologia.

Por isso, é fundamental investir em uma cultura inovadora, fomentando a implementação de soluções que otimizem os processos industriais e tornem sua empresa mais eficiente. Combinar Big Data e a Indústria 4.0 é uma estratégia que gera competitividade frente a concorrência.

Outro ponto que merece atenção é a evolução de novas soluções, se sua empresa está estagnada ainda lá atrás será cada vez mais difícil concorrer com empresas que já vem se especializando e criando espaço para novas tecnologias e recursos, como a internet 5g.

Para manutenção, as empresas precisam contar com um software que garanta confiabilidade, mobilidade e conectividade para a empresa. Também é preciso que esse software se adapte às necessidades específicas da sua empresa para garantir uma melhor performance dos seus processos e  individualidades, garantindo assim, maior rapidez na geração e processamentos de dados, qualidade nos equipamentos e otimização de custos.

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