Big Data e Indústria 4.0: qual importância na gestão de manutenção?

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As discussões acerca da transformação digital são, cada vez mais, recorrentes no mundo empresarial. Estamos falando de uma verdadeira revolução, já que não se trata apenas da entrada de novas tecnologias, mas de conceitos inovadores e mudanças de mindset. Um bom exemplo disso é a relação entre Big Data e a Indústria 4.0.

De um lado, temos uma tecnologia em rápida ascensão, com benefícios para os mais variados nichos do mercado. De outro, o conceito de fábrica do futuro que se tornou um objetivo comum no setor industrial.

Para tirar todas as suas dúvidas, continue a leitura deste post. Explicaremos aqui esses conceitos, mostrando a importância de ambos na gestão de manutenção.

Big Data

O conceito de Big Data foi, inicialmente, concebido para descrever volumes gigantescos de dados coletados e armazenados para análise e aplicação. Entretanto, essa é uma definição um tanto abstrata. Hoje, o termo costuma ser descrito por meio da relação entre volume, variedade e velocidade.

O volume pode ser de Terabytes ou mesmo petabytes de dados — ou seja, muito além do que os bancos de dados tradicionais estão preparados para processar. A variedade faz referência às diferentes origens e formatos dos arquivos, já que eles são levantados de diversas fontes.

Por fim, a velocidade é parte fundamental do uso de Big Data. Isso significa atualizar diariamente o sistema e, em muitos casos, coletar e processar dados em tempo real.

Em outras palavras, os dados se tornam a base das tomadas de decisão, tornando-as mais precisas e eficientes.

Indústria 4.0

O termo Indústria 4.0 faz alusão à quarta revolução industrial, pela qual estamos passando. Nas outras três situações, a sociedade acompanhou o surgimento das primeiras linhas de produção e das máquinas a vapor, depois, a eletricidade e os sistemas de informação, respectivamente.

Utilizado pela primeira vez em 2011, na Alemanha, o termo era parte de uma estratégia do governo para fomentar a informatização das fábricas — surgiu então o conceito de fábrica inteligente. Grosso modo, seu objetivo é otimizar os processos produtivos, tornando-os mais eficientes, autônomos, decentralizados e customizáveis.

No entanto, para transformar esse projeto em realidade, o uso de dados representa uma etapa fundamental do processo. Eles precisam ser integrados à dinâmica da fábrica, permitindo que os gestores — e os softwares — monitorem e controlem cada máquina em tempo real.

Outros conceitos como Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem e realidade virtual (VR) complementam essa infraestrutura tecnológica. 

Essa aproximação entre os mundos físico, digital e biológico ocorre sobre um alicerce tecnológico robusto. Podemos citar, ainda, a título de exemplo, a Manufatura Aditiva, a Inteligência Artificial (IA), a Biologia Sintética e os Sistemas Ciber-Físicos (CPS).

Impactos na indústria e sociedade

Os rápidos avanços tecnológicos causaram modificações profundas na forma de pensar as linhas de produção. 

O principal meio de alcançar esses objetivos é estabelecendo um mecanismo de coleta, processamento e aplicação dos dados.

Hoje, é possível descobrir novas informações e identificar padrões que permitam melhorar cada processo da indústria — o que inclui aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos e mapear variáveis que afetam a produção, por exemplo.

Até mesmo o setor público já abriu os olhos para as oportunidades geradas por essas tecnologias. Câmeras de vigilância inteligentes, coletas de lixo automatizadas e semáforos automatizados são alguns exemplos já vistos ao redor do mundo.

Atualmente, estabelecer o padrão de Indústria 4.0 como objetivo estratégico e começar a inovar é uma questão de sobrevivência no mercado.

Importância na gestão de manutenção

A manutenção deixou de ser um setor que simplesmente “apaga incêndios” e assumiu um papel mais estratégico nas empresas. Hoje, seu desempenho gera impactos significativos nos resultados de qualquer negócio.

Nesse sentido, o papel do Big Data é permitir a análise de dados históricos dos equipamentos e de cada processo. Assim é orientada uma análise preditiva que permite o ajuste dos cronogramas de manutenção, agindo antes que os problemas ocorram.

O índice de quebras tende a cair substancialmente, reduzindo os custos com as paradas e com ações corretivas — uma das grandes inimigas do setor. Os tempos de quebras e serviços se tornam menores, garantindo uma produção eficiente e contínua.

Um estudo da Honeywell-KRC mostra, por exemplo, que a análise de Big Data pode reduzir as falhas em até 26% e o tempo de inatividade em quase um quarto. São indicadores importantes, pois mostram a capacidade de retorno — tanto produtivo, quanto financeiro — da adoção dessa tecnologia.

Por isso, é fundamental investir em uma cultura inovadora, fomentando a implementação de soluções que otimizem os processos industriais e tornem sua empresa mais eficiente. Combinar Big Data e a Indústria 4.0 é uma estratégia que gera competitividade frente a concorrência.

Se quer saber como esse objetivo pode se tornar realidade no contexto específico da sua empresa, entre em contato com a Engeman® e fale com quem mais entende do assunto!

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