Checklist de Inspeção Preditiva: passo a passo para uma manutenção preditiva de sucesso

Hoje em dia muitas empresas buscam maneiras de melhorar a eficiência e reduzir custos, através da manutenção. E como sabemos, o conceito de manutenção é bem amplo, e existem vários tipos, um para cada necessidade de cada indústria. 

Um dos tipos de manutenção, é a preditiva, que permite identificar possíveis problemas em equipamentos antes que eles aconteçam, por meio do monitoramento e da análise de dados.

Este artigo vai explicar o que é a manutenção preditiva, as tecnologias envolvidas e como ela pode beneficiar as empresas aumentando a vida útil dos equipamentos e melhorando o desempenho geral e um checklist para realizar uma manutenção preditiva de sucesso. Confira!

O que significa Manutenção Preditiva?

A manutenção preditiva é uma estratégia que visa antecipar problemas em máquinas e equipamentos, fazendo o monitoramento através de seus comportamentos.
Em vez de realizar manutenções periódicas, por datas específicas ou até mesmo esperar que uma falha aconteça, a manutenção preditiva usa tecnologias  para detectar sinais de falhas potenciais antes que se tornem um problema real. 

Assim a manutenção é feita somente quando é realmente necessário, e não somente porque chegou um determinado momento. Os sensores são uma ferramenta chave que auxilia muito a exercer a manutenção preditiva, pois há vários comportamentos que são imperceptíveis a olho nu.  

Com todas essas informações obtidas do comportamento de seus equipamentos, além de conseguir realizar uma manutenção mais assertiva, você também consegue gerar indicadores confiáveis dos ativos. 

Dessa forma, é possível agir, antecipadamente, realizando manutenções apenas quando necessário, o que ajuda a reduzir custos e aumenta a durabilidade dos equipamentos. 

Como a manutenção preditiva funciona?

Como mencionado no tópico anterior, a manutenção preditiva funciona monitorando continuamente o desempenho e as condições dos equipamentos para captar sinais de possíveis falhas antes que elas ocorram.
Esse processo envolve a coleta e análise de dados precisos e que irão fazer toda a diferença no processo. Estes dados podem ser: 

  • Temperatura: pode ser usado um sensor que mede a temperatura de alguns equipamentos, como motores, rolamentos, e sistemas de resfriamento. A alteração gradativa de temperatura pode ser um sinal de que o equipamento está sofrendo sobrecarga ou falhas em seu sistema de arrefecimento; 
  • Vibração: sensores de vibração medem a intensidade e a frequência das vibrações em alguns tipos de equipamentos. A análise das vibrações pode ajudar a identificar desgastes, desalinhamentos, falhas em rolamentos ou até mesmo problemas estruturais; 
  • Pressão: sensores de pressão monitoram a pressão dentro de sistemas hidráulicos e pneumáticos também. Eles conseguem indicar vazamentos, bloqueios ou falhas em válvulas e bombas;
  • Nível de óleo: eles podem medir a viscosidade do óleo lubrificante. Alterações na viscosidade pode ser sinal de contaminação do óleo, o que pode comprometer a lubrificação e acelerar o desgaste das peças; 
  • Nível de ruído: sensores de som ou microfones podem ser usados para monitorar níveis de ruído dos equipamentos. A mudança no padrão de ruído pode ser indicativo de falhas, como rolamentos desgastados, desbalanceamento ou problemas mecânicos.

Existem também outros tipos de sensores, que ajudarão você a obter dados mais qualificados de seus equipamentos. Equipamentos críticos, por exemplo, merecem uma atenção de inspeção maior, nestes casos vale a pena investir neste tipo de tecnologia para que não haja um prejuízo com os problemas causados pela falha de um equipamento crítico. 

Como e quando realizar a manutenção preditiva?

Antes da realização de qualquer manutenção, é importante identificar quais são os equipamentos que realmente precisam daquele determinado tipo de manutenção. Portanto, identifique os equipamentos mais críticos para que possa priorizá-los.

Após identificar os equipamentos com a real necessidade, trace o quanto antes o planejamento de implementação. Selecione a equipe preparada e capacite-os para que o trabalho seja feito da melhor maneira possível. Feito isso, comece o quanto antes! 

A manutenção preditiva em muitos momentos necessita de um investimento tecnológico e de preparação da equipe para que possa ser feita com eficácia. Mas apesar de ser mais eficiente com o uso da tecnologia, ela não é totalmente dependente disso para que possa ser aplicada. 

Ter uma equipe preparada que sabe trabalhar bem com os equipamentos, conseguindo fazer a identificação de possíveis problemas através de seu conhecimento e experiência, também faz toda diferença. 

É muito importante realizar inspeções rotineiras, independente se você faz uso de sensores ou não. Quando não se pode contar com a ajuda de um sensor a inspeção pessoal se torna mais importante e indispensável, e através desta rota, é que vários dados são coletados. 

Um bom começo para fazer uma coleta de dados completa e eficiente, é elaborar um checklist com os tipos de inspeções que devem ser feitas para cada equipamento. Acompanhe no próximo tópico, o checklist com o passo a passo para realizar a sua manutenção preditiva de sucesso:

Checklist da Manutenção Preditiva

Para implementar uma manutenção preditiva de sucesso, é fundamental seguir um checklist detalhado que aborde todos os aspectos desse tipo de manutenção. A seguir, apresentamos um passo a passo para realizar a manutenção preditiva de maneira eficaz:

Passo 1: defina os objetivos da manutenção preditiva

Antes de iniciar o processo de manutenção preditiva, é muito importante definir claramente os objetivos que se deseja alcançar. Alguns dos objetivos podem ser:

  • Redução do tempo de inatividade não programada;
  • Aumento da vida útil dos ativos;
  • Redução de custos operacionais.

Defina metas mensuráveis e alcançáveis para acompanhar o progresso da manutenção preditiva.

Passo 2: identifique os equipamentos críticos

Não é viável realizar a manutenção preditiva em todos os equipamentos de uma planta ou operação. É necessário identificar quais são os equipamentos críticos, ou seja, aqueles que, caso falhem, podem impactar negativamente a produção ou a segurança. A análise crítica dos equipamentos pode ser feita com base nos seguintes critérios:

  • Impacto financeiro;
  • Impacto operacional;
  • Segurança.

A partir dessa análise, elabore uma lista de equipamentos a serem monitorados.

Passo 3: escolha das técnicas de monitoramento

Existem diversas técnicas de monitoramento que podem ser utilizadas na manutenção preditiva, cada uma adequada a diferentes tipos de equipamentos. Algumas das principais técnicas incluem:

  • Vibração;
  • Temperatura;
  • Análise de óleo;
  • Ultrassom;
  • Análise de corrente elétrica.

Escolha as técnicas que melhor se aplicam aos equipamentos identificados como críticos.

Passo 4: realize a coleta de dados

A coleta de dados é um dos elementos mais importantes da manutenção preditiva, pois é por meio deles que será possível analisar o estado de saúde do equipamento e prever falhas. Alguns cuidados importantes durante a coleta de dados são:

  • Regularidade: estabeleça a frequência com que os dados serão coletados;
  • Padrões de referência: tenha parâmetros definidos para cada tipo de dado coletado (por exemplo, limites de vibração, temperatura máxima, etc.).
  • Uso de tecnologia: utilize sensores, dispositivos IoT e sistemas de monitoramento remoto para otimizar a coleta de dados.

Passo 5: analise os dados obtidos

Com os dados coletados, é hora de realizar a análise. A análise de dados é onde as informações são comparadas com os parâmetros e limites estabelecidos para identificar anomalias e tendências que possam indicar falhas iminentes. Existem diferentes abordagens de análise, como:

  • Tendências de degradação;
  • Análise de padrões;
  • Algoritmos de IA e Machine Learning.

Para isso, utilize softwares especializados em manutenção preditiva ou sistemas de gestão de ativos (CMMS) para facilitar esta análise. 

Passo 6: planeje as intervenções

A partir da análise dos dados, será possível prever quando um componente ou equipamento pode falhar e planejar a intervenção de forma antecipada. O planejamento deve incluir:

  • Agendamento da manutenção;
  • Recursos necessários;
  • Comunicado e treinamento.

O planejamento antecipado garante que a manutenção ocorra de maneira eficiente e sem interrupções inesperadas.

Passo 7: execute a manutenção

Quando chega o momento da intervenção, é importante que a execução da manutenção seja bem organizada. Essa etapa deve ser realizada com base nas previsões feitas anteriormente e com a supervisão de profissionais qualificados.

Passo 8: verifique e monitore a pós-manutenção

Após a execução da manutenção, é essencial realizar um acompanhamento para garantir que o problema foi resolvido adequadamente e que o equipamento está operando dentro dos parâmetros normais. Isso pode incluir testes operacionais e monitoramento contínuo para verificar que o problema não retorna. 

Passo 9: realize o feedback e a melhoria contínua

A manutenção preditiva deve ser vista como um processo contínuo de aprimoramento. Após a execução de cada ciclo de manutenção, reúna feedback sobre o que funcionou bem e o que pode ser melhorado. Isso ajudará a ajustar os parâmetros e as abordagens para os próximos ciclos de manutenção.

Quais as vantagens da manutenção preditiva?

A manutenção preditiva oferece diversas vantagens que ajudam a melhorar a eficiência operacional e reduzir custos. Além, é claro, de estar um passo à frente, com um dos métodos mais usados pela indústria 4.0. Com isso você pode obter resultados como: 

  • Redução de paradas inesperadas;
  • Redução de custos com manutenção;
  • Aumento da confiabilidade;
  • Melhor utilização de dados;
  • Melhoria na qualidade dos produtos; 
  • Capacidade de análise a longo prazo; 
  • Maior segurança no ambiente de trabalho; 
  • Competitividade de mercado. 

E a lista só aumenta. Com seus equipamentos operando de forma confiável e com mais disponibilidade, todos os objetivos podem ser alcançados com mais rapidez e facilidade. 

Conclusão

Vimos que, o uso da manutenção preditiva acompanhado de um checklist eficiente é fundamental para evitar falhas inesperadas e garantir que os equipamentos funcionem de forma confiável. Com essa prática, as empresas conseguem antecipar problemas, reduzir custos e aumentar a vida útil dos ativos. 

Ao integrar tecnologias como sensores e um software CMMS, como o Engeman®, o processo de manutenção se torna mais preciso e eficiente. Para saber mais sobre o assunto, agende uma demonstração com a nossa equipe.

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