- O que é um COI?
- Quais os processos que um COI integra?
- Qual a vantagem de utilizar um modelo operacional COI?
- O que é um CGI?
- Qual a evolução do CGI comparado ao COI?
- Como um software de manutenção auxilia a implantação de um CGI?
- Como aplicar o CGI utilizando o software Engeman®?
- Conclusão: COI, CGI e a importância da manutenção na gestão integrada das operações
O que é um COI?
O COI é a sigla para Centro Operacional Integrado. Na prática, refere-se a uma instalação física que reúne diferentes aspectos operacionais da indústria, com a finalidade de que esses processos sejam monitorados de forma centralizada e integrada.
Empresas do ramo industrial, como, por exemplo, uma sucroenergética, possuem basicamente em sua composição de processos a área agrícola, a parte industrial e o conhecimento. Esses elementos, quando operam isoladamente, dificultam a visualização do todo e reduzem a eficiência da gestão.
Ainda que seja desafiador, aplicar o modelo COI permite a evolução do gerenciamento industrial e estimula mudanças do modelo cultural de trabalho das empresas, trazendo assim grande ganho em sua implementação. O objetivo é integrar informações, alinhar processos e promover uma atuação mais colaborativa entre as áreas.
Para utilizar o modelo COI é preciso se embasar em um tripé:
- Tecnologia;
- Processos;
- Pessoas.
Ao adotar o COI, as empresas terão ganhos como:
- Aprimoramento de obtenção de dados, devido à integração entre as áreas (tecnologia);
- Mais assertividade na tomada de decisão, a partir de informações consolidadas (processos);
- Valorização do conhecimento interdisciplinar e transdisciplinar, proporcionando nova cultura na empresa (pessoas).
Agora que você já sabe o conceito, é possível entender quais processos da empresa precisam estar integrados para que o modelo COI funcione de forma eficiente.
Quais os processos que um COI integra?
Um COI integra os principais processos operacionais da empresa, centralizando informações para que diferentes áreas trabalhem de forma coordenada e com uma visão sistêmica do negócio. Para que de fato se defina um COI, é necessário que alguns processos da empresa estejam integrados. São eles:
- Sala de controle;
- Integração do plano de venda;
- Programação e controle da produção (PCP);
- Planejamento de curto prazo;
- Monitoramento dos ativos;
- Planejamento e controle da manutenção (PCM);
- Monitoramentos ambientais;
- Integração com operações remotas.
A integração desses processos só é possível por meio da centralização das informações, permitindo que os dados de produção, manutenção, qualidade, logística e demais áreas estejam disponíveis de forma unificada. Para tal, as empresas que se propõem a adotar a metodologia COI precisam estar alinhadas aos conceitos da Indústria 4.0.
Isso porque, para centralizar informações de diferentes áreas e permitir que elas se comuniquem entre si, é imprescindível estar envolvido com o conceito de transformação digital, trabalhando de forma integrada em um sistema de gestão capaz de consolidar dados, processos e decisões.
Qual a vantagem de utilizar um modelo operacional COI?
A principal vantagem em utilizar um modelo operacional COI é a maior assertividade no planejamento e na tomada de decisão, obtida a partir de uma visão integrada dos processos da empresa. O modelo operacional padrão do COI visa exatamente essa assertividade, por meio de um planejamento integrado.
Como resultado, as empresas passam a ter:
- Melhora na interação entre os setores e processos da empresa;
- A tomada de decisão baseia-se na visão sistêmica, e não em situações pontuais de determinada área.
Ao adotar o modelo COI, a gestão deixa de analisar problemas de forma isolada e passa a considerar o impacto das decisões no negócio como um todo. Dessa forma, as ações não beneficiam apenas uma área específica, mas também contribuem para o melhor resultado global da empresa.
Com a evolução da tecnologia e da maturidade digital das empresas, esse modelo operacional também evoluiu, dando origem a estruturas mais avançadas de gestão integrada.
O que é um CGI?
O CGI é a sigla para Centro de Gerenciamento Integrado de Operações e representa a evolução do modelo operacional COI, mantendo o princípio da centralização do monitoramento dos diferentes aspectos das operações industriais, porém incorporando tecnologias mais avançadas.
Enquanto o COI centraliza informações e processos operacionais, o CGI amplia essa estrutura ao integrar dados, automação, monitoramento e sistemas diversos, incluindo tecnologias como automação industrial, inteligência artificial, robótica, sistemas supervisórios, gestão à vista, entre outras.
Podemos dizer que um CGI é uma extensão do COI, funcionando como um upgrade de versão! Isso porque, além de centralizar as operações em um único ambiente, seu objetivo é definir também uma estrutura tecnológica capaz de integrar dados, automação e monitoramento.
O objetivo do CGI é otimizar os processos empresariais, promovendo uma gestão mais integrada, com suporte à tomada de decisão em tempo ágil e com base em dados consolidados das diversas áreas da organização.
Qual a evolução do CGI comparado ao COI?
A principal evolução do CGI em relação ao COI está no nível de integração e no uso mais avançado da tecnologia. Enquanto o COI centraliza as operações industriais em um único local, o CGI amplia esse conceito ao realizar a integração de dados provenientes de diversas fontes e sistemas.
No modelo de CGI, diferentes sistemas passam a se comunicar entre si. Um software ERP, responsável pelo controle de entrada e saída de materiais, pode integrar-se a um software CMMS, que realiza a gestão da manutenção, que por sua vez se conecta a sistemas de monitoramento, gestão à vista e ao PCP. Dessa forma, todos os sistemas “conversam” entre si e entregam dados conforme sua função.
Esse modelo de integração permite maior facilidade no cruzamento de dados e torna a tomada de decisão mais ágil, uma vez que as informações estão consolidadas e disponíveis de forma integrada. Com isso, o CGI favorece a utilização de práticas como a gestão à vista, apoiadas por dados confiáveis e atualizados.
Nesta sala de controle, os gestores poderão acompanhar em tempo real todo o fluxo de trabalho:
- As vendas;
- O faturamento;
- A gestão de estoque;
- A produção;
- Os motivos de interferência na produção;
- O monitoramento dos ativos;
- A gestão da manutenção;
- Logística etc.
Podemos dizer que o planejamento integrado do negócio permite uma visão sistémica a longo prazo. Ao mesmo tempo, o acompanhamento contínuo dos processos operacionais permite uma atuação mais precisa no curto prazo, possibilitando a correção de problemas pontuais que impactam o desempenho do negócio como um todo.
No COI, as salas de controle tinham como objetivo monitorar aspectos específicos das operações, porém com limitações na comunicação entre áreas, já que as informações ainda eram fracionadas pela falta de integração de dados.
Já no CGI, além da integração dos processos operacionais internos, o controle permite conexão com redes externas e serviços baseados em tecnologias avançadas, como inteligência artificial, machine learning, armazenamento em nuvem, entre outros.
Como um software de manutenção auxilia a implantação de um CGI?
Um software de manutenção auxilia a implantação de um CGI pois permite o planejamento, o controle e o monitoramento da manutenção dos ativos, que são elementos essenciais dentro da estrutura de um centro de gerenciamento integrado. Em um ambiente onde dados, sistemas e processos precisam estar conectados, a gestão da manutenção não pode ocorrer de forma isolada.
A estruturação do CGI engloba diferentes frentes operacionais e tecnológicas, entre elas:
- Controle operacional (MOC) que se refere ao centro de operação;
- Monitoramento de Redes (NOC) que se refere ao sistema de rede que monitora todos os ativos que são as redes de comunicação da empresa;
- Monitoramento de cibersegurança (SOC), que se refere à todo controle de segurança contra ataques dos dados da empresa;
- Planejamento e controle de manutenção (PCM) que envolve a gestão da manutenção das aplicações;
- Digital Twin (Gêmeo Digital) que permite o planejamento do produto e seu monitoramento, a fim de validar as oportunidades de produção;
- Sistema de Vídeo (CTFV) que permite o monitoramento remoto.
Dentro desse contexto, o PCM assume um papel importante, pois garante que os ativos que sustentam toda a operação integrada estejam disponíveis, confiáveis e operando conforme o planejado. Sendo assim, um software de manutenção torna-se essencial para a aplicação da metodologia de trabalho do CGI.
Gerir a manutenção de ativos a partir de um software especializado, garante indicadores mais confiáveis, melhora a vida útil dos ativos e automatiza processos.
Como aplicar o CGI utilizando o software Engeman®?
A aplicação do CGI utilizando o software Engeman® ocorre a partir da estruturação do planejamento e controle da manutenção (PCM), que representa uma parte fundamental da implementação de um centro de gerenciamento integrado. Ao organizar a gestão da manutenção dos ativos, cria-se uma base sólida para a integração dos demais processos operacionais.
Ao escolher o Engeman® como seu software de manutenção, você poderá aplicar em sua gestão não só o controle de PCM,mas, ainda tem a opção de aplicar sistema de vídeo (CTFV) e até mesmo integrar com outros softwares que complementam a estrutura do CGI, facilitando ainda mais aplicar esse método em sua empresa.
O software Engeman®, permite a gestão de manutenção dos ativos, trabalhando sempre com enfoque total na vida útil de seus equipamentos. Nosso software permite acompanhar:
- Planejamento de manutenções preventivas, preditivas, detectivas e outras;
- Gerenciamento de mão de obra e de materiais necessários para a manutenção;
- Gerenciamento dos custos de homem hora, despesas extras etc.;
- Gerenciamento em tempo real das paradas não programadas dos ativos;
- Integração com sistemas de monitoramento;
- Integração com sistemas ERPs;
- Relatórios gerenciais para mais assertividade na tomada de decisão.
Dessa forma, o Engeman® contribui para que a manutenção deixe de atuar de forma isolada e passe a integrar o fluxo de informações do CGI, fortalecendo a gestão integrada, a confiabilidade operacional e o desempenho dos ativos que sustentam as operações da empresa.
Conclusão: COI, CGI e a importância da manutenção na gestão integrada das operações
Conhecer diferentes métodos de gestão empresarial e tentar aplicá-los sem planejamento ou ainda sem entender o que de fato seu negócio precisa, trará mais prejuízo que sucesso. Definir qual é o método mais eficiente para sua organização, não é uma tarefa simples, exige muita pesquisa, testes, adaptações, análises de diferentes anglos da empresa, estudos de casos etc.
Os métodos COI ou CGI são custosos devido ao alto investimento em sua estruturação e não garantem a resolução de todos os problemas de uma indústria. Porém, se bem estruturados, tendem a resolver sérios problemas como:
- Aumento de custos com desperdícios;
- Dificuldade em atingir as metas da empresa;
- Baixa produtividade;
- Perda de oportunidade de melhoria e inovação.
Sendo assim, torna-se fundamental analisar o estágio atual da empresa e definir com clareza quais objetivos se pretende alcançar com a adoção de modelos de gestão integrada. A escolha entre COI ou CGI deve considerar não apenas a tecnologia envolvida, mas também processos e pessoas.
Caso a organização opte por aplicar algum dos métodos que citamos neste artigo, conte com o software Engeman® para aplicar o controle de manutenção e elevar assim sua organização para um próximo nível. Fale conosco e saiba mais!






