- O que é o PGR – Programa de Gerenciamento de Risco?
- Como estruturar o PGR
- Quais são as 5 etapas do PGR?
- Quem deve elaborar o PGR?
- Quando o PGR é obrigatório?
- O PGR tem validade?
- Benefícios da implementação do PGR
- O que o Engeman® tem a ver com o PGR?
- Conclusão – transforme o PGR em um aliado estratégico da sua operação
O que é o PGR – Programa de Gerenciamento de Risco?
O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é um conjunto de ações de prevenção e tem o objetivo de garantir aos trabalhadores condições e ambientes de trabalho seguros e saudáveis, assim como consta no próprio site do Gov.
O PGR é exigido legalmente, de acordo com a norma regulamentadora NR 01, que define as diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho.
Esse conjunto de ações se materializa através de documentos específicos que devem ser elaborados com o intuito de identificar, avaliar, controlar e reduzir os riscos no ambiente de trabalho.
O PGR surgiu através do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), que era obrigatório para as empresas identificar e controlar riscos ambientais, como agentes físicos, químicos e biológicos.
O PGR substituiu o PPRA através das portarias nº 6.730/2020 e 6.735/2020, e se tornou obrigatório em janeiro de 2022. Na prática, o PGR incorporou o PPRA — ampliando seu escopo para todos os tipos de risco, e não apenas os ambientais.
Você também vai gostar de ler: O que é o PPRA? Ainda é obrigatório? Guia completo sobre a transição para o PGR.
Como estruturar o PGR
O PGR é estruturado com base em dois pilares principais, levando-o assim a possuir pelo menos dois documentos, que são;
1. Inventário de Riscos Ocupacionais
Neste documento é necessário conter um levantamento de forma bem cuidadosa e deve incluir de forma detalhada todos os perigos existentes no ambiente de trabalho, com a classificação de cada risco, gravidade, probabilidade de ocorrência e medidas de controle.
2. Plano de Ação
Como o próprio nome diz, aqui, depois de fazer o inventário, no plano de ação você irá elaborar um conjunto de ações a serem tomadas para eliminar, reduzir ou controlar os riscos que foram identificados, com prazos, responsáveis e metas de acompanhamento.
E, é claro que, para fazer isso de forma eficaz, você deve contar com a colaboração de toda a equipe envolvida e seguir passos importantes.
Para conseguir documentar toda uma série de riscos de um ambiente é necessário conhecimento do local e experiência, então recolha um feedback de funcionários antigos e peça depoimentos a partir de experiências que foram vividas, assim ficará bem mais fácil explicitar o conhecimento vivido por essas pessoas.
Mas também existem algumas etapas práticas para a elaboração do PGR, conforme a NR 01, ligado também às exigências da NR 09.
Leia também: NR 09 – A importância da Gestão de Riscos Ocupacionais para a manutenção
Quais são as 5 etapas do PGR?
Elaborar um PGR eficaz pode parecer simples, mas requer muita atenção e o cumprimento de várias exigências, não é somente uma realização de documentos específicos, um trabalho árduo deve ser feito com bastante dedicação, pois estamos lidando com vidas.
Vamos ver as principais etapas práticas para a elaboração do PGR, conforme a NR 01 ligado às exigências da NR 09:
1. Identificação dos perigos/riscos
Nesta etapa é onde deve ser feito todo um mapeamento de todos os perigos existentes no ambiente de trabalho. Uma análise detalhada dos seguintes riscos deve ser feita:
- Físicos: que pode estar associado a;
- Ruídos que irão causar danos auditivos;
- Calor excessivo, que pode causar desidratação;
- Frio intenso, que além de causar hipotermia pode também gerar lesões articulares;
- Vibração que pode causar lesões osteomusculares.
- Biológicos: são riscos causados por microorganismos, como:
- bactérias;
- vírus;
- fungos;
- materiais orgânicos contaminados
Então, manter a limpeza e ter cuidado com alimentos dentro de uma indústria de maneira correta é indispensável.
- Químicos: são riscos que estão ligados à exposição de substâncias que podem ser absorvidos por inalação, pele ou ingestão. Podendo ser através de:
- poeira;
- gases;
- vapores;
- solventes etc.
- Ergonômicos: são riscos que estão ligados diretamente ao ambiente de trabalho, que afetam a saúde do trabalhador principalmente a longo tempo através de:
- esforço físico;
- postura incorreta;
- excesso de jornada;
- movimentos repetitivos etc.
- Mecânicos; são riscos que estão ligados a máquinas e equipamentos e são causados muitas vezes por:
- falta de manutenção e uso incorreto;
- partes móveis expostas;
- falhas em dispositivos de segurança.
Esses problemas levam a acidentes que causam, cortes, amputações, queimaduras etc. Estes tipos de riscos são os mais temidos, por ser causado no momento imediato, então é comum que seja mais falado, mas todos devem ser tratados com máxima importância.
2. Avaliação dos riscos
Depois de ter identificado todos os perigos, nesta segunda etapa você irá analisar a probabilidade de ocorrência e as consequências caso o problema aconteça.
Para isso você pode usar algumas metodologias, como a matriz 5×5, que é uma tabela com 5 níveis de probabilidade e 5 níveis de severidade, formando uma grade 5×5 com 25 combinações possíveis.
Além dela, também existem outras ferramentas que contribuem para isto, escolha a que você se identifica melhor e que terá maior proveito;
3. Defina as medidas de controle
Com base nos processos e nas etapas anteriores você poderá com mais clareza definir essas medidas de controle para prevenir que os problemas aconteçam.
Você pode implementar mudanças no processo de trabalho, tornar obrigatório o uso de EPIs e investir na manutenção preventiva dos equipamentos. Cada realidade trará uma abordagem diferente;
4. Implementação/Elaboração do PGR
Depois de levantar todas as informações que vimos acima, você irá reuni-las para elaborar o documento do PGR. Ele pode ser feito em planilhas, software ou documento estruturado (em PDF ou Word), contando que seja acessível e atualizado;
5. Auditoria e Revisão do PGR
O PGR deve ser monitorado, revisado e melhorado com frequência. Isso garante que todas decisões e medidas tomadas. Funcionando bem, e caso seja identificado alguma falha, novas decisões podem ajudar a melhorar o processo.
Quem deve elaborar o PGR?
A elaboração do PGR com toda sua manutenção e acompanhamento não são tarefas de uma única pessoa, elas envolvem vários profissionais dentro de uma empresa.
Porém a responsabilidade final pelo PGR é do empregador, mas sua execução deve contar com a colaboração de vários profissionais, como:
- engenheiros e técnicos de segurança;
- líderes operacionais;
- trabalhadores;
- profissionais de saúde ocupacional (SESMT);
- Representantes da CIPA
O envolvimento destas pessoas é importante para que o PGR seja feito de forma eficaz, quanto mais profissionais qualificados envolvidos, melhor será a qualidade e eficiência da execução de seu PGR.
O técnico de segurança do trabalho pode elaborar o PGR? Sim, porém a depender do segmento e da necessidade de cada empresa, um engenheiro também será necessário para validar o documento, como em obras civis de grande porte.
Então, no caso de dúvidas, sempre contrate profissionais especializados na área.
É importante também envolver o SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho), que inclui engenheiros de segurança, técnicos de segurança, médicos e enfermeiros do trabalho, eles irão ajudar a identificar riscos, elaborar documentos e coordenar ações, e a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) onde será apresentado e discutido o documento.
Então para concluir, o PGR deve ser elaborado por vários profissionais qualificados e certificados das áreas de segurança do trabalho, tudo vai depender da sua necessidade.
Quando o PGR é obrigatório?
Apesar de ser necessário na maioria dos casos, existem algumas exceções, vamos ver abaixo de acordo com a NR 01 quem está isento:
- MEI (Microempreendedor Individual) está dispensado de elaborar o PGR;
- Microempresas e empresas de pequeno porte com grau de risco 1 ou 2, que não identifiquem exposições a agentes físicos, químicos e biológicos em conformidade com a NR 9, e que não tenham riscos considerados “agravantes” (como máquinas perigosas ou atividades em altura, por exemplo) também estão dispensados.
Então fique atento, pois mesmo que você seja microempresa, empresa de pequeno porte e MEI, mas trabalha com máquinas ou equipamentos perigosos, se encaixe acima dos graus de risco 1 ou 2 e se sua empresa identifique exposições a agentes físicos, químicos e biológicos em conformidade com a NR 9, mesmo assim precisará do PGR.
O PGR tem validade?
Apesar de não possuir uma data de validade, o PGR deve ser revisto e atualizado constantemente e alterado mediante algumas condições.
Fazer uma revisão anual se encaixa mais em uma boa prática do que uma obrigatoriedade, porém o prazo não deve passar de dois anos, e no caso de empresas que possuem certificações em sistema de gestão de SST (Saúde e Segurança do Trabalho), o prazo pode estender para até três anos.
E segundo a NR-01, o PGR deve ser alterado e atualizado sempre que:
- Houver inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes;
- Quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas de prevenção;
- Quando houver ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho;
- Quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.
Então, atente-se às mudanças, caso elas ocorram.
Benefícios da implementação do PGR
A implementação eficaz do PGR vai muito além de uma simples exigência legal e a elaboração de um documento. Ele é uma prática cotidiana que traz diversos benefícios para a empresa e principalmente para os colaboradores.
Entre estes benefícios, podemos ver:
- Melhoria da produtividade: ambientes mais organizados e sem interferência de riscos reduz o tempo de parada por acidentes, e funcionários saudáveis trabalham com mais disposição cumprindo constantemente as metas estabelecidas;
- Redução de custos com acidentes e afastamentos: com a execução do PGR, você diminui gastos com indenizações, multas por não conformidade, tratamentos médicos corretivos, interrupções na produção etc.;
- Melhoria da imagem da empresa no mercado: o comprometimento e preocupação com a saúde dos trabalhadores fortalece a imagem da empresa para todos que observam, seja clientes, fornecedores, investidores e os próprios funcionários;
- Valorização do colaborador: estar engajado com o bem-estar dos colaboradores é benéfico para todas as partes, o trabalhador que se sente valorizado e cuidado se sente mais motivado ao trabalho, e isso também reduz a rotatividade;
Vemos assim que o PGR não é um custo, mas sim um investimento, além de ser necessário é claro.
O que o Engeman® tem a ver com o PGR?
O software Engeman®, apesar de não ser um sistema específico de segurança do trabalho, pode contribuir muito para o PGR de forma indireta e estratégica.
Aprendemos neste artigo o que é um risco mecânico, que pode ser causado com o uso de equipamentos. Um dos fatores que mais causam acidente através de um equipamento é a falta de manutenção, pois assim o ativo irá apresentar falhas que poderão implicar no seu funcionamento e podendo até causar acidentes para os operadores.
Alguns exemplos na prática que podemos ver são:
- Falhas de sistema de combate ao incêndio;
- Falha nos freios de veículos leves e pesados;
- Falha em botão de parada de emergência;
- Falha no sistema de exaustão ou ventilação;
- Falha no sistema de aterramento elétrico.
Todas essas falhas e muitas outras apresentadas em equipamentos, podem causar sérios acidentes. E elas podem ser prevenidas com a manutenção constante.
Fazer o controle de manutenção preventiva somente através de planilhas pode ser, muitas vezes ineficaz, é preciso contar com um software específico de manutenção. Nesse contexto o Engeman® faz:
- Controle e planejamento da manutenção preventiva, preditiva e corretiva;
- Controle de ativos por sua criticidade;
- Acompanhamento do comportamento dos ativos, incluindo suas falhas;
- Geração de relatórios e indicadores;
- Obrigação de preenchimento de campos importantes nas Ordens de Serviço.
Dessa forma, o Engeman® vai ajudar a manter o funcionamento seguro de um equipamento, e também vai ser útil na própria documentação do PGR. Nele é possível ter acesso fácil e prático a todo o histórico de falhas que foram registrados dos equipamentos, ajudando assim na avaliação e identificação dos riscos.
Conclusão – transforme o PGR em um aliado estratégico da sua operação
Cuidar da segurança do trabalhador vai muito além de cumprir normas, é sobre proteger vidas, dar tranquilidade às equipes e garantir que todos voltem bem para casa no fim do dia.
O PGR, quando bem aplicado, torna-se um aliado valioso nessa missão. Ele ajuda a enxergar os riscos com mais clareza, agir com mais responsabilidade e construir um espaço de trabalho mais seguro, produtivo e respeitoso para todos.
Pode ser trabalhado com o auxílio de algumas ferramentas assim como o software de gestão da manutenção Engeman®, para tornar todo o processo de elaboração e execução mais fácil.
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