- O que é a Curva ABC
- Como é a classificação da Curva ABC?
- O que levar em consideração ao aplicar a Curva ABC nos equipamentos?
- Erros comuns ao aplicar a Curva ABC
- Como a Curva ABC ajuda as empresas?
- É possível integrar a Curva ABC com outras metodologias?
- Como controlar a Curva ABC dentro do software Engeman®?
O que é a Curva ABC
A Curva ABC é uma técnica de análise que classifica os itens com base na sua prioridade. Ela é amplamente utilizada na gestão de estoques e em diferentes áreas, como gestão de clientes, análise financeira, gestão de projetos e inclusive na manutenção de ativos.
Com esta classificação com base na prioridade, a curva ABC leva em consideração a importância dos ativos com relação ao seu valor e quantidade. Ela é baseada no Princípio de Pareto.
O princípio de Pareto, também conhecido como o Princípio 80/20, foi proposto pelo economista italiano Vilfredo Pareto. Ele observou que, em muitos casos, aproximadamente 80% dos resultados são gerados por 20% das causas. Na análise de Pareto, o objetivo é identificar e focar nos 20% dos fatores que contribuem significativamente para 80% dos resultados.
A análise de Pareto e a curva ABC estão relacionadas, pois ambas são ferramentas que ajudam a priorizar itens ou atividades com base em sua importância relativa. Ambas se baseiam na ideia de que uma pequena porcentagem de itens ou causas contribui significativamente para a maior parte dos resultados.
Assim, a análise de Pareto é frequentemente utilizada para identificar a distribuição dos problemas ou oportunidades, enquanto a curva ABC é uma maneira de visualizar e classificar esses itens de acordo com sua relevância. Ambas as ferramentas são valiosas para a gestão eficiente de recursos e esforços, permitindo que as organizações concentrem seus recursos nas áreas que têm o maior impacto.
Como é a classificação da Curva ABC?
Com a análise da Curva ABC, as empresas têm condições de identificar e priorizar seus esforços, recursos e atenção. A curva ABC é classificada em três diferentes categorias, A, B e C, sendo elas:
Classe A
Representa os itens de maior importância ou impacto (mais críticos). Os equipamentos deste grupo representam 20% dos produtos, mas são responsáveis por 80% da receita da empresa. São aqueles equipamentos altamente críticos e que vão causar grande impacto na produção caso se danifiquem.
Os equipamentos de classe A precisam de uma política preventiva de análises mais específicas e metodologias como RCM, FMECA, manutenção preditiva e preventiva, análise de falhas, por exemplo, pois sua falha pode trazer impactos grandes para a empresa.
Como exemplo prático de aplicação da Curva ABC para os equipamentos de classe A, podemos citar compressores de refrigeração e fornos principais em uma indústria de alimentos. Se eles pararem, a produção inteira fica comprometida, resultando em grandes perdas financeiras e atraso nas entregas.
Classe B
Refere-se aos itens de importância intermediária. São equipamentos com prioridade média no processo produtivo. Para a manutenção dos equipamentos deste grupo pode ser adotado manutenção preditiva, equipes e times de melhoria, por exemplo;
Seguindo o nosso exemplo de uma empresa de alimentos, equipamentos de classe B nesse contexto seriam as máquinas de embalagem. Seu impacto é intermediário, já que podem gerar gargalos ou atrasos, mas ainda é possível remanejar a produção temporariamente.
Classe C
Inclui os itens de menor importância ou impacto. São equipamentos que causam baixo impacto na produção. Sendo assim, a manutenção corretiva e o monitoramento de falhas podem ser utilizados, por exemplo.
Como exemplo de equipamentos de classe C em uma empresa de alimentos, temos os equipamentos de apoio, como ventiladores e luminárias. Seu impacto é baixo, podendo ser substituídos ou reparados sem grandes riscos à operação.
Com uma alocação mais eficiente de recursos, uma melhor gestão dos setores, uma abordagem mais direcionada para os objetivos do negócio e uma compreensão mais clara das áreas que geram maior valor ou impacto, é possível desenhar estratégias mais eficazes e planejamentos mais contundentes para evitar paradas ou prejuízos à empresa.
O que levar em consideração ao aplicar a Curva ABC nos equipamentos?
A curva ABC é utilizada na manutenção para a definição da criticidade de um equipamento. Esta classificação permite a separação dos ativos de acordo com o grau de impacto que ele causa na produção da empresa. Portanto, é possível informar o nível de criticidade através dos questionamentos sobre os impactos dos equipamentos na produtividade, considerando cinco fatores que são:
- Segurança: ao analisar este critério, a empresa deve levar em consideração quais os impactos que a falha dos equipamentos pode trazer na segurança dos seus colaboradores. Considere também se esta falha pode causar algum impacto ambiental, e qual a dimensão desses impactos;
- Confiabilidade: para garantir a confiabilidade do equipamento, é comum analisar o tempo médio entre falhas (MTBF). Com esta análise, é possível entender quanto tempo a produção ficará parada para uma intervenção e assim programar as paradas para aqueles equipamentos mais críticos;
- Qualidade: para garantir a competitividade do negócio, a qualidade do produto final é de extrema importância. Portanto, entender o impacto das falhas no produto é importante para garantir o cumprimento dos contratos;
- Frequência: entender a frequência das falhas em cada equipamento para garantir a manutenção no tempo correto;
- Custo: dimensionar o custo da manutenção para cada equipamento garante que a empresa não seja surpreendida com gastos extras ou que impactam diretamente nos lucros. Com os custos de manutenção definidos, o gestor consegue se antecipar a falhas que podem, além de parar a produção, levar prejuízos à empresa.
Após a avaliação e aplicação dos critérios citados acima já conseguimos definir em qual curva cada equipamento se encaixa e qual a criticidade dele dentro da empresa.
- Curva A: após a análise ser feita e você constatar que a parada do equipamento deste grupo pode causar danos irreversíveis na produção e danos também ao meio ambiente e às pessoas.
- Curva B: as aplicações que se encaixam na curva B seriam as que causam exposição a riscos de acidente ao meio ambiente ou patrimônio, e afetam sua produção de maneira reversível.
- Curva C: os equipamentos deste grupo representam as aplicações que não causam nenhum risco ao meio ambiente nem as pessoas e afetam pouquíssimo sua produção.
Para aplicar a Curva ABC, a divisão 20/30/50, é uma abordagem comum, mas é importante destacar que os valores podem ser ajustados com base na análise específica e nas necessidades da situação. A chave é garantir que a classificação reflita com precisão a importância relativa dos itens no conjunto de dados em questão.
Erros comuns ao aplicar a Curva ABC
Muitos gestores cometem equívocos que podem reduzir a eficácia da ferramenta. Entre eles:
- Classificar apenas pelo valor de compra do equipamento: um item barato pode ser extremamente crítico se sua falha causar parada total na produção. Como exemplo, uma válvula simples em uma linha química pode travar toda a operação.
- Não revisar a curva periodicamente: a criticidade dos equipamentos muda com o tempo. Um ativo antes considerado Classe B pode virar Classe A após uma expansão ou mudança no processo produtivo.
- Focar apenas nos itens da Classe A: negligenciar os equipamentos Classes B e C pode gerar gargalos inesperados. Por exemplo, um equipamento Classe C pode ser vital como apoio para que os de Classe A funcionem corretamente.
- Desconsiderar custos ocultos: muitas análises deixam de fora perdas de qualidade, retrabalho ou multas por atraso na entrega. Esses fatores também devem ser considerados na criticidade nos equipamentos, e podem levar a grandes surpresas para a empresa. Portanto, fique atento!
Ao evitar esses erros a empresa garante que a Curva ABC cumpra sua real função, que é ser uma ferramenta de priorização estratégica, e não apenas um simples ranking de equipamentos.
Como a Curva ABC ajuda as empresas?
Podemos ver que os benefícios que a Curva ABC traz vai além do âmbito da manutenção, como por exemplo atinge de maneira significativa a parte financeira da empresa, pois uma manutenção bem-feita e controlada sempre dará retorno financeiro.
Ao aplicar este indicador na empresa, ela nos trará, como vimos acima, a criticidade dos ativos dentro da produção e manutenção. Com isso é possível traçar planos estratégicos e planejar a parada de cada equipamento e assim não afetar de maneira drástica a produção e manutenção da empresa.
Benefícios como:
- otimização de gastos;
- aumento da lucratividade;
- diminuição de riscos.
Esses itens estão entre os benefícios da aplicação de técnicas de gerenciamento eficazes na manutenção, como a curva ABC.
Para facilitar sua classificação, utilize a nossa planilha da Curva ABC.
É possível integrar a Curva ABC com outras metodologias?
A resposta é sim, a curva ABC pode e deve ser integrada a outras metodologias. Combinada com outras práticas de manutenção, a curva ABC ganha ainda mais força. A seguir veja alguns exemplos de integração da curva ABC:
- RCM (Reliability Centered Maintenance): com a Curva ABC, você define a criticidade. O RCM, por sua vez, ajuda a desenhar a melhor estratégia de manutenção para cada classe (preventiva, preditiva ou corretiva).
- TPM (Total Productive Maintenance): a Curva ABC mostra onde estão os ativos mais críticos. O TPM garante o envolvimento da equipe operacional para que esses ativos recebam cuidados diários, aumentando a vida útil e reduzindo falhas.
- FMECA (Failure Mode, Effects and Criticality Analysis): enquanto a Curva ABC faz a classificação geral, a FMECA aprofunda a análise nos modos de falha, impactos e criticidade, oferecendo uma visão mais granular.
Essas metodologias juntas permitem um ciclo completo: priorizar, planejar, executar e melhorar continuamente a manutenção.
Como controlar a Curva ABC dentro do software Engeman®?
A Curva ABC deve ser vista como um guia estratégico para a manutenção e não apenas como uma ferramenta de classificação. Quando ela é bem aplicada, ela possibilita:
- Redução de custos ocultos, como perdas de qualidade e retrabalho;
- Planejamento inteligente de paradas, evitando surpresas e prejuízos;
- Maior confiabilidade operacional, mantendo os ativos mais críticos sob controle;
- Previsibilidade financeira, já que a empresa consegue antecipar gastos e reduzir impactos inesperados.
Portanto, a Curva ABC oferece uma visão clara das prioridades da manutenção e direciona os recursos para onde realmente fazem diferença no negócio. O uso de um software especialista é uma importante ferramenta que possibilita a aplicação correta desta ferramenta.
O software Engeman® conta com a capacidade de criação de planos de manutenção podendo ser definidos por período, horímetro e outros diversos pontos de controle, com seus respectivos procedimentos, podendo até mesmo ter alertas para sempre ser lembrado quando determinada aplicação atingiu seu ponto de controle limite que foi definido em seu plano, e assim ter uma manutenção eficaz e organizada.
sempre preza por uma manutenção eficaz e confiável trazendo diversos indicadores que possibilita uma visualização eficaz de como está a manutenção da sua empresa.
Se você precisa de uma manutenção confiável, eficaz e organizada, entre em contato conosco e solicite uma demonstração!
Leia também:
- Gestão de Estoques: o que é e a importância na manutenção;
- Análise de criticidade de equipamentos: o que é na manutenção?;
- Controle de Condição de Ativos: o que é e como fazer na manutenção?
- Guia para aprender a controlar a criticidade do equipamento
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