Defeito, falha e pane: entenda as diferenças

Nesta oportunidade vamos falar de três conceitos que ainda geram muita confusão e que são, em sua essência, simples de entender e aplicar: defeito, pane e falha. Continue a leitura para entender mais.

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Uma das maiores dificuldades na organização e planejamento da manutenção é conhecer e diferenciar os diversos conceitos e termos presentes na rotina do setor. Grande parte das equipes não conseguem diferenciar as nomenclaturas e como consequência, acabam criando rotinas e processos pouco eficazes ou utilizando de maneira errônea, prejudicando o fluxo e harmonia do setor de PCM e da empresa como um todo.

Nesta oportunidade vamos falar justamente de três conceitos que ainda geram muita confusão e que são, em sua essência, simples de entender e aplicar: defeito, pane e falha. Continue a leitura e entenda a definição de cada um destes termos.

Qual a diferença entre defeito, falha e pane?

Defeito, falha e pane estão relacionados a problemas ou anormalidades que afetam a produtividade, impedindo ou trazendo resultados inesperados nos equipamentos ou aplicações alvo da manutenção. Podemos definir da seguinte maneira cada um dos três conceitos:

  • Defeito

Qualquer desvio que alterar uma característica do ativo em relação ao seu objetivo, sendo classificado em diferentes níveis de criticidade, os defeitos podem ou não afetar a capacidade produtiva do ativo. Um ativo que produz com ineficiência, apresenta um defeito, mas pode continuar produzindo. Um relógio que sempre atrasa, continua marcando as horas, mas um defeito impede que seja confiável.

  • Falha 

Quando o ativo atinge a incapacidade de desempenhar seu papel funcional, consideramos uma falha. A falha é um evento que impede o funcionamento do ativo, e não o estado que ele se encontra. O término da bateria do relógio é uma falha, pois impede o funcionamento correto dele. A partir desse momento, o relógio está em pane e assim vai ficar até o início da atividade de correção da falha e a volta ao estado operacional.

  • Pane

Quanto o ativo atinge um estado de incapacidade de desempenhar uma ou mais funções, classificamos como uma pane. Diferente da falha, que é o start e o motivo da incapacidade produtiva, a pane é o estado em que o ativo se encontra depois da falha, por isso desconsideramos a manutenção preventiva ou outras ações planejadas.

 

Classificação do defeito, falha e pane

Quando consultamos a norma técnica, podemos perceber cada um desses três conceitos é classificado em níveis e características, como por exemplo pane maior, pane não-crítica, pane crítica, falha por deterioração, falha por manuseio, falha não-crítica, falha crítica, falha por deterioração, defeito maior, defeito não-crítico, defeito crítico, entre outros. 

É importante frisar que esses conceitos classificam os problemas e anomalias referentes aos equipamentos ou ativos da empresa, e que afetam em diversos níveis a produtividade da empresa. Uma pane crítica que impede a operação de um equipamento de alta demanda pode parar toda uma linha de produção, paralisando toda a cadeia produtiva, gerando grandes problemas na entrega da programação da produção. Outro grande problema são os efeitos colaterais, podendo gerar graves riscos ambientais, aos funcionários, ao local do equipamento.

Benefícios de mapear corretamente defeitos, falhas e panes

Mapear as possíveis falhas, panes e defeitos que podem ocorrer nos ativos é a base para a aplicação da FMEA, PDCA e outras estratégias de manutenções e devem ser feitas o quanto antes. Embora seja um processo lento e muitas vezes penoso para a empresa, os benefícios de se conhecer bem os problemas que podem prejudicar os ativos e sua produção é o primeiro passo para sair de uma manutenção reativa para uma para proativa, com análise de indicadores e informações geradas pelos próprios ativos e rotinas de manutenção. 

Redução de custo, melhora no consumo e aplicação de insumos e peças de reposição, otimização das equipes de execução de serviços e melhora na qualidade e planejamento da produção são alguns dos resultados alcançados com esse mapeamento.

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Impactos na manutenção

Conhecer e aplicar corretamente os conceitos de manutenção, além de conhecer e definir os processos e rotinas em cada situação e buscar a melhoria constante é imprescindível para manter uma rotina eficaz de manutenção, permitindo um bom planejamento de manutenção e produção, analisando os benefícios e os riscos em equilíbrio entre manutenção e os demais setores da empresa. 

Neste sentido, mapear e conhecer todos os processos de manutenção do setor vai permitir que os gestores façam um planejamento adequado e assertivo. O uso de softwares especialistas em manutenção é uma estratégia utilizada para que os controles sejam precisos e confiáveis. Históricos detalhados dos equipamentos podem ser obtidos através de relatórios inclusive visuais, que facilitam as tomadas de decisão.

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